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CEUNSP de Salto quer que São Roque deixe de usar o nome “BRASITAL”

março 9, 2010

A antiga fabrica de tecelagem em São Roque, hoje é um predio público e tem o nome vinculado a um centro cultural – Centro Educacional e Cultural Brasital

O Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio -CEUNSP – de Salto enviou um documento com um extenso relatório a Prefeitura de São Roque, na ultima semana, informando que a Universidade agora detem todos os direitos sobre o nome Brasital S/A, pois a entidade comprou o nome da antiga empresa de tecelagem e o prédio da Brasital de Salto, e afirma ter o uso exclusivo do nome Brasital.

Assim, a entidade quer que a prefeitura de São Roque deixe de utilizar o nome Brasital dado ao Centro Educacional e Cultural da cidade que fica no prédio onde antigamente funcionava a empresa de tecelagem Brasital.

As provas:
A entidade afirma ter todos os documentos que comprovam que o nome da empresa Brasital S/A foi vendida em 1981, para o Grupo Santista que atuou em Salto por mais 14 anos e em 1995 a Santista encerrou suas atividades em Salto e em 2000 o prédio foi comprado pela CEUNSP.

A Universidade adquiriu o prédio da Brasital, patrimônio histórico de Salto, tendo como condição a preservação do complexo mantendo o aspecto e as condições dos edifícios.

A Brasital de Salto:
Em Salto, a Brasital daquele município surgiu em 1919, após a Sociedade Ítalo-Americana ter comprado duas empresas de tecelagem do município, a Júpiter e a Fortuna.
O complexo passou então a chamar-se Brasital (o nome Brasital é a junção de Brasil e Itália). A Brasital foi conhecida como “mãe dos saltenses” por conceder muitos benefícios à cidade como: empregos, casas para funcionários, cooperativa, creche e convênio médico e empregou muitos imigrantes italianos e também saltenses.
Na época, Salto tinha 5000 habitantes, sendo que 1300 trabalhavam na Brasital.

A Brasital de São Roque

O prédio da Brasital foi fundada em 1890 pelo industrial milanês Enrico Dell´Acqua, o qual deu seu nome ao empreendimento: “Enrico Dell´Acqua & Cia”.
O industrial também organizou outras indústrias têxteis na Argentina e Chile e casas comerciais em Milão (Itália), São Paulo e Lima (Peru).
No município de São Roque a Brasital foi a primeira tecelagem de algodão, e tinha como produtos o brim, a popeline, tecidos adamascados (feitos de seda na cor damasco), colchas e atoalhados.

Em 1899 foi incorporada à companhia a fábrica da cidade de Salto e a tecelagem passou a Sociedade Anônima mudando seu nome para “Societá per I´Exportazione e per Industria Italo-Americana”.
Em novembro de 1919, após várias mudanças na diretoria da empresa, a então Societá foi sucedida pela Brasital S/A, com sede na cidade de Salto e filiais em São Paulo e Rio de Janeiro.
No final da década de 50 a empresa já empregava mais de 3000 funcionários e chegou a absorver 80% dos operários de São Roque.

Com o passar do tempo as atividades da indústria foi diminuindo até que em 1970 a Brasital foi fechada definitivamente.
No fim dos anos 80, com a ajuda do Governo Estadual, a infra-estrutura da Brasital S/A passou a integrar o patrimônio público de São Roque.
Em 1989, o local recebeu um novo nome e passou a chamar Centro Educacional e Cultural Brasital. Atualmente, o prédio principal da administração abriga os departamentos de Educação e a divisão de Cultura da prefeitura.

Os galpões que antes eram ocupados pelos teares, agora são utilizados para fins culturais como a biblioteca, oficinas culturais e profissionalizantes, sala de música e dois salões onde são realizados eventos.
Prefeito de São Roque na época comprou a Brasital de São Roque
O texto a seguir foi publicado no jornal O Democrata de São Roque quanto a Biblioteca completou 35 anos e em entrevista o ex-prefeito Mario Luiz detalhou a compra da Brasital.

TEXTO

A Chefe da Biblioteca e funcionários, no ano de comemoração de 35 anos da Biblioteca, prestam publicamente homenagem especial ao Dr. Mario Luiz Campos de Oliveira, em reconhecimento pela sua dedicação às instalações da Biblioteca dentro do Projeto Brasital. O ex-prefeito de São Roque por duas gestões, de 1960-1963 e 1983-1988, participou ativamente nas negociações da aquisição da área em que se encontram as instalações da Brasital.

O ex-proprietário da Brasital, o empresário Szymon Feldon, compreendeu a importância do imóvel para o município e fechou a negociação, abrindo as portas para a cultura, educação, leitura, palestras, artes, artesanatos, música, oficinas, esportes, ecologia, turismo, enfim, a concretização do sonho do Dr. Mario Luiz para o bem das futuras gerações de sanroquenses.

A Chefe da Biblioteca, Ignez de Castro, agendou uma conversa com o Dr. Mario Luiz e o mesmo atendeu-nos com muita hospitalidade em sua residência. Tinha em mãos muitas pastas com documentos, croquis, plantas, estudos, cotações, detalhes de seu acompanhamento da restauração das dependências da Brasital.
Optamos pelo formato de entrevista para mais fluência das questões relevantes, sempre focando a estruturação da Biblioteca Municipal, que está inserida no contexto da Brasital.

Capy: Como foi a participação do senhor na aquisição da Brasiltal?

Dr Mario Luiz: O ex-proprietário, empresário Sr.Szymon Feldon, entrou na Prefeitura com projeto de loteamento da área da Brasital, entrei em contato com o Sr. Feldon e comuniquei que não autorizaria o loteamento e que o município tinha interesse na propriedade, detalhei os motivos e pedi para que o mesmo pensasse e fixasse um preço. O Sr. Feldon era do ramo de tecelagem, havia comprado as instalações da Brasital em Salto-SP e já tinha vendido aquela propriedade.
Ele fixou um preço e me disse que a Prefeitura de São Roque não teria dinheiro para a aquisição. Eu pedi um tempo, tínhamos apenas um percentual do valor e depois de muita negociação, obtivemos o valor complementar através do governo estadual, as condições eram favoráveis para o município, foram dias de expectativa, acompanhei pessoalmente, até que fechamos o negócio em 1987 durante a minha segunda gestão como prefeito.
Na época, tornei-me amigo do Sr. Feldon, acredito que ele tenha apostado no meu projeto para a Brasital e favorecido o município, razão pela qual prestei-lhe homenagem através de uma placa fixada no local que dá acesso ao Salão Darcy Penteado e Auditório Maestro Gentil de Oliveira.

No momento a prefeitura de São Roque analisa os documentos enviados pela Universidade de Salto  (Reportagem: Marcelo Roque / www.marceloroque.blogse.com.br)

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Um comentário

  1. gostaria de saber sempre

    noticias sobre a cidade

    e as mudanças sobre a brasital

    adoro a cidade sempre que posso

    vou passear em salto tenho parentes ai ainda

    meu avo por parte de meu pai trabalhou na brasital

    nome de meu avo era joseph gomierato vindo da italia

    desde ja agradeço a atençao

    natalina t.gomierato benetti



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